Compartilhamento e colaboração darão o tom dos empreendimentos

Se tem algo que devemos seriamente levar em conta para imaginar o que teremos à frente em nossas vidas pessoais e profissionais, é a velocidade das mudanças que vivemos. Nunca tivemos uma fase na história com fatos se sucedendo e criando novos cenários tão rapidamente. E muitas da mudanças trazem em seus nomes no idioma inglês a sílaba CO no início: coworking, coliving, coriding.

Usamos igualmente no Brasil diversos desses termos para indicar os negócios de compartilhamento de automóveis, patinetes, bicicletas, roupas, acessórios, equipamentos esportivos. Nos ambientes empresariais e acadêmicos, uso de cocriação acelera processos de inovação. A lista é longa e cresce sempre.

O compartilhamento é a palavra da vez nos novos negócios.

E temos também outra que ganha força: COlaboração. Tenho especial afeição por esta. Sua origem vem do latim COLABORARE, “ajudar, trabalhar junto”. É a junção de COM-, “junto”, mais LABORARE, “trabalhar”. Portanto, fazer juntos, se abrir para as ideias dos outros, COcriar, inovar mais rápido e com mais eficácia.

Um negócio ou uma profissão aparentemente bons e estáveis em termos de relevância econômica e social, em pouco tempo podem ser substituídos por outros, fruto de inovação e adoção de novas tecnologias. Pouco pode ser feito para bloquear a adoção da inovação. Muita gente pode espernear, tentar censurar o uso. Apenas estarão postergando algo que já é uma realidade.

As necessidades humanas estão se adaptando para novos cenários, mais flexíveis e bem menos engessados. Empresas e profissionais devem ficar atentos aos sinais enviados pelas inovações para poderem se ajustar aos novos cenários. Alguns exemplos bem práticos do que vivemos em 2018 e que servem de base para avaliarmos o que veremos à frente:

As prioridades de consumo de bens duráveis, software e serviços não são mais as mesmas

Compartilhamento e assinatura são os principais modelos disruptivos: automóveis, casas, quartos de veraneio, equipamentos domésticos, lanchas, aviões executivos, helicópteros, roupas e acessórios pessoais – uma infinidade de bens e serviços disponíveis.

Isso muda completamente a relação de consumo e de propriedade dos bens. Abre novas frentes para prestadores de serviços e desenvolvimento de produtos. As mudanças impactam um amplo leque de serviços incluindo manutenção, seguros, logística, entre outros.

 Uma questão de tempo para que a maioria dos modelos de negócios tenham que ser repensados para refletir as necessidades do mercado.

Espaços de coworking são encontrados em todos locais, com variadas opções de uso e de perfil de usuários

Abrem-se oportunidades de relacionamento, troca de conhecimento e desenvolvimento de novos negócios.

 Os espaços de trabalho compartilhados viraram centros de convivência, berços para startups crescerem, locais para mentoria e busca de aperfeiçoamento. Espaços bem mais enriquecedores do que ficar em casa trabalhando a sós.

Novos usos dos modais de transporte se fortaleceram e são ótimas alternativas para desafogar o trânsito nas grandes cidades

 Os transportes, por enquanto, são os mesmos de sempre: carros por aplicativo, bicicletas, patinetes elétricos, bicicletas elétricas são acessíveis a todos, com custos modestos.

Fácil encontrar mulheres de salto alto e executivos de paletó pelas ciclofaixas. Provas de que demanda existe por alternativas de transporte e ainda mais sendo saudáveis.

Não demorará para termos mais carros compartilhados e autônomos circulando pelas ruas.

Prioridade é a qualidade de vida

Os profissionais de recursos humanos já estão há algum tempo com muita dificuldade para formar e reter talentos nas grandes empresas. Da noite para o dia, o profissional decide fazer sabático de um ano, mochilão nas costas. E lá se foi todo o investimento realizado na pessoa.

O desafio é estar à frente das novas necessidades e interesses dos profissionais para alongar o relacionamento profissional o quanto for possível. Não há garantias de que benefícios garantirão o apego ao cargo no médio prazo.

Divulgar e acessar informação nunca foi tão fácil

Na área de comunicação e marketing, a situação das empresas que necessitam se comunicar com o mercado para promover bens e serviços anda complexa. Qualquer ser humano de posse de um celular tira fotos, publica e compartilha textos próprios e de terceiros, se expressando em redes sociais. A capacidade de alcance e influência das publicações concorre com muitas mídias bem estruturadas.

Muitas mídias tradicionais no Brasil e no mundo vêm enfrentando dificuldades financeiras devido a queda na veiculação de anúncios e circulação paga. E, por outro lado, tendo que suportar uma boa carga de custos para manter a qualidade editorial e reter leitores. Difícil equação. Felizmente, as mídias tradicionais ainda são porto seguro para informações, para que tenhamos opção de fugir das fake news que entopem caixas de mensagens e redes sociais.

As mídias digitais, por sua vez, crescem de relevância pela facilidade de leitura e acessibilidade. A cada dia que passa, é possível criar campanhas mais direcionadas a múltiplos perfis de consumidores, com reduzida dispersão e com controle de resultados. Afinal, boa parte da leitura se dá no telefone celular. E este é o próximo tópico.

Inclusão digital promove o acesso a produtos, informações e serviços cresce em todo mundo com o uso dos telefones celulares

Redes de internet 3G, 4G e WiFi garantem o acesso e ativam uma infinidade de aplicativos de mensagens, finanças, transporte, notícias, games, redes sociais, compras online.

 Quase tudo que o ser humano necessita para se informar, comunicar e realizar suas atividades corriqueiras estão no mobile.

 Este é um movimento mundial. O acesso à internet via telefone celular é uma das melhores formas de levar educação, informação, acesso a serviços e bem-estar a comunidades de todas as classes de renda, com baixo custo.

Uso de blockchain se amplia e vai muito além das criptomoedas

Mesmo sendo uma tecnologia nova, o blockchain se mostra muito viável para garantir a segurança de transações digitais e até de documentos físicos. Já existe cartório no Brasil usando blockchain para garantir a autenticidade de documentos.

A tecnologia terá muitos outros fins. Por exemplo, viabilizar a capitalização de empresas com o acesso a ativos financeiros, de forma rápida e segura. Mais uma alternativa para agilizar os processos de crescimento das empresas, com menos dependência das estruturas bancárias.

Reputação e imagem estão em alta

Algumas pesquisas recentes apontam que os consumidores estão ficando mais rígidos quanto ao perfil e reputação das empresas, principalmente de consumo e financeiras. Basta um ato falho para que a sociedade propague o fato pelas redes sociais, prejudicando a reputação das empresas e pessoas.

Sem falar da classe política brasileira, em plena fase de transição e adaptação para novas formas de pensar dos políticos que iniciam carreira em cargos estaduais e federais. Um grande desafio será quebrar práticas políticas seculares e ter que conviver com mentalidades de políticos tradicionais.

 Afinal, é política.

Muitas empresas estão investindo em relatórios de sustentabilidade e no bem-estar social

As empresas estão expondo ao mercado suas atuações em causas sociais, ambientais, impactos econômicos de suas atividades. Isso é muito bom, transmite transparência ao mercado e reflete a atitude de olhar além do lucro e investir no bem-estar social.

Internamente, adequam seus espaços de trabalho para ficarem mais agradáveis, menos estressantes. E muitas ainda promovem o dia de home office para evitar trânsito pelas cidades e dar mais conforto aos funcionários.

Em resumo…

Há muitas outras mudanças no cenário econômico e social ocorridas no decorrer de 2018. Estas são apenas algumas delas que estão mais evidentes para guiar o entendimento sobre o que podemos ter pela frente.

A soma destas percepções reflete, de um modo geral, que as relações interpessoais e profissionais estão igualmente em fase de ajustes. Não há garantias de que os cenários sociais e econômicos fiquem estáveis e previsíveis. Novos negócios, novas prioridades, novas relações do ser humano no meio – tudo isso muda no dia-a-dia.

Temos que manter os olhos e a cabeça abertos para entender os cenários e os sinais das mudanças para aproveitar o momento. Um dos princípios da colaboração é se abrir para o uso compartilhado de conhecimento, de bens e serviços. As opções estão presentes, basta aderir, ou não, às novas tendências.

A esperança é que o desenrolar do novo ano traga menos apego aos itens materiais e status quo, mais colaboração, compartilhamento, conforto material e espiritual a todos, independentemente de crenças, religiões, classe social e econômica.

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